Por Que Sofro Com o Estresse?

Por Que Sofro Com o Estresse  – As várias teorias do estresse, antes de serem teorias concorrentes, são teorias complementares, que se baseiam umas nas outras.

Por Que Sofro Com o Estresse Reação de Emergência

Uma das primeiras teorias do estresse, apresentada pelo fisiologista Walter Cannon em 1914, ainda antes de a palavra ser utilizada com o sentido atual, foi a chamada “teoria da luta ou fuga” (fight-or-flight).

Segundo essa teoria em situações de emergência o organismo se prepara para “o que der e vier”, ou seja, para lutar ou fugir, segundo o caso.

Por Que Sofro Com o Estresse

Esse tipo de reação foi observado em animais e em humanos.

Estudos empíricos puderam observar um outro tipo de reação, chamado “busca de apoio” (tend-and-befriend), observado pela primeira vez em mulheres .

Essa outra reação ao estresse caracteriza-se pela busca de apoio, proteção e amizade em grupos.

 Síndrome geral de adaptação – Por Que Sofro Com o Estresse

Essa teoria, chamada general adaption syndrome em inglês, é a teoria original de Seyle (1936), segundo a qual o organismo reage à percepção de um estressor com uma reação de adaptação (ou seja, o organismo se adapta à nova situação para enfrentá-la), que gera uma momentânea elevação da resistência do organismo.

Depois de toda tensão deve seguir um estado de relaxamento, pois apenas com descanso suficiente o organismo é capaz de manter o equilíbrio entre relaxamento e excitação necessário para a manutenção da saúde.

Assim se o organismo continuar sendo exposto a mais estressores, não poderá retornar ao estágio de relaxamento inicial, o que, a longo prazo, pode gerar problemas de saúde (exemplo: problemas circulatórios). Esse processo atravessa estas fases.

  • Reação de alarme: a glândula hipófise secreta maior quantidade do hormônio adrenocorticotrófico que age sobre as glândulas supra-renais.Estas passam a secretar mais hormônios glicocorticóides, como o cortisol. Este por sua vez inibe a síntese proteica e aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos.
  • Todo esse processo provoca um aumento do nível de aminoácidos no sangue, que servem ao fígado para a produção de glucose, aumentando assim o nível de açúcar no sangue – a excessiva produção de açúcar poder levar a um choque corporal.
  • Outra consequência da inibição da síntese de proteínas é a inibição do sistema imunológico.
  • Estágio de resistência: caracterizado pela secreção de somatotrofina e de corticoides. Gera, com o tempo, um aumento das reações infecciosas.
  • Estágio de esgotamento: não cessando a fonte de estresse, as glândulas supra-renais se deformam. Doenças de adaptação podem aparecer.

Teoria da manutenção de recursos – Por Que Sofro Com o Estresse

A teoria do grupo de pesquisa de Hobfoll apresenta uma compreensão mais ampla e mais ligada ao contexto social do estresse.

Ela parte do princípio que o ser humano têm por objetivo manter os recursos pessoais  que têm e buscam gerar novos.

Estresse define-se aqui como uma reação ao meio ambiente em que ou  há uma ameaça de perda de meios, ou há uma real perda de meios, ou ainda o aumento de meios esperado fracassa depois de um investimento com o objetivo de aumentá-los.

 O modelo estresse-vulnerabilidade

De acordo com o modelo estresse-vulnerabilidade o irromper de um transtorno mental ou de uma doença física está ligado, de um lado, à presença de uma predisposição genética ou adquirida no decorrer da vida (vulnerabilidade) e, de outro, à exposição a estressores.

Quanto maior a predisposição, menor precisa ser o nível de estresse para que um distúrbio qualquer irrompa.

A relação entre vulnerabilidade e estresse, no entanto, é mediada pela resiliência, ou seja, a capacidade do indivíduo de resistir ao estresse.

Reação ao estresse em homens e mulheres

Embora a reação mais descrita seja a de fuga-ou-luta, no ano 2000 surgiu uma nova visão sobre o fenômeno, distinguindo a forma de reagir dos homens e mulheres.

Estas seriam menos propensas a lutar ou fugir, apresentando reação de cuidado com a prole, mediada por neurotransmissores diferentes dos que atuam nos homens.

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